TÓPICOS DE VIDA E OBRA DE SCHOPENHAUER

 Cronologia da vida e da produção filosófica de Schoppenhauer

  • 1788 - Arthur Schopenhauer nasceu em Dantzig, na Prússia, em 22 de fevereiro deste ano, filho de um comerciante.
  • 1800 - Começou a ser preparado para as atividades comerciais, o que incluia viagens e contatos importantes, mas não uma formação intelectual ou erudita. Durante as viagens, escreveu uma série de comentários pessimistas sobre a miséria da condição humana.
  • 1805 - Foi obrigado a seguir um curso sobre comércio. Mas a morte do pai (possível suicídio) lhe permitiu encerrar essa formação comercial e trocá-la por uma mais acadêmica.
  • 1807 - Ingressou no Liceu de Weimar.
  • 1809 - Passou à Faculdade de Medicina de Göttingen, que ampliou muito seus conhecimentos no campo científico.
  • 1811 - Passou à Universidade de Berlim para o Doutorado, onde assistiu aos cursos de filosofia Schulze (sobre Platão e Kant), de Schleiermacher e de Fichte, além de diversos cursos de ciências da natureza. (Mais tarde, a partir da polêmica que separou Kant e Fichte, em torno da Crítica de toda revelação –– escrita por Fichte, mas publicada sem título e confundida pelo público com uma obra de Kant –– Schopengauer acusou a filosofia fichteana de ser uma mera caricatura inferior da kantiana.)
  • 1813 - Concluiu o Doutorado pela Universidade de Berlim, com a tese Sobre a quadrupla raiz do princípio de razão suficiente. (A mãe, que não o entendia e com o qual sempre brigava, pensou que era uma tese de odontologia.)
  • 1814 - Schopenhauer rompeu ligações com sua família.
  • 1816 - Escreveu e publicou Sobre a visão e as cores, sob influência do poeta romântico Gorthe.
  • 1819 - Publicou O mundo como vontade e representação –– sua obra mais conhecida e influente.
  • 1820 - Schopenhauer foi admitido como monitor na Universidade de Berlim e ali se encarregou de um curso chamado A filosofia inteira ou O ensino do mundo  e do espírito humano, mas o horário de suas aulas (por sua própria opção) rivalizavam com o das aulas do já famoso Hegel, e por isso teve apenas 4 alunos. Desistiu do cargo no fim do semestre, e passou a desprezar crescentemente os idealistas Fichte, Hegel e Schelling. Preferia Kant, mas na verdade o reinterpretava em sentido bem mais materialista.
  • 1821 - Morando em uma pensão de moças fofoqueiras, Schopenhauer, perdendo a paciência, empurrou escada abaixo uma que o espionava querendo saber sobre amantes, foi processado e condenado a pagar as despesas médicas e também uma quantia anual até o fim da vida da moça (que só faleceu 20 anos depois). Schopenhauer passou a entrar em depressão nervosa, sentindo-se injustiçado, sempre que chegava a data do pagamento.
  • 1833 - Passou morar em Frankfurt-sobre-o-Meno e a viver sempre sozinho com seu cão.
  • 1836 - Para concorrer a um concurso acadêmico de ciências na Noruega, escreveu o ensaio Sobre a vontade na natureza –– um complemento ao Mundo como vontade e representação. Neste meso ano, escreveu dois ensaios morais: Sobre a liberdade da vontade e O fundamento da moral, com o qual concorreu a um prêmio da Academia de Copenhague, causando um escândalo pelo tratamento agressivo que dirigiu contra Hegel e contra Fichte.
  • 1841 - Publicou os dois ensaios morais de 1836 em conjunto com o título Os dois problemas fundamentais da ética.
  • 1844 - Lançou a segunda edição (acrescentada de suplementos) de O mundo como vontade e representaçãob.
  • 1851 - Publicou Parerga e paralipônema –– outra obra que se tornou conhecida e influente, feita de pequenos ensaios sobre temas diversos. A partir daí o renome de Schopenhauer foi crescendo conforme a fama e a influência de Hegel iam decaindo.
  • 1860 - Falecimento de Schopenhauer, em 21 de setembro. Após sua morte, foi publicado ainda o livro Como vencer um debate sem precisar ter razão, uma espécie de coleção de técnicas de argumentação sofística carregada de ironia.

 

 Bibliografia utilizada especificamente nesta seção

 

  • AUTOR NÃO ESPECIFICADO. Os pensadores: História das grandes ideias do mundo ocidental. São Paulo: Abril Cultural, 1972. Capítulo 44: Schopenhauer.
  • HUISMAN, Denis (Dir.). Dicionário dos filósofos. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

 

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