Temas e posições

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Assuntos centrais tratados pelo existencialismo,
e posicionamentos dessa tendência em relação a esses assuntos

Quais os principais temas do existencialismo? | Qual o posicionamento básico dos existencialistas?


 

Assuntos centrais tratados pelo existencialismo,
e posicionamentos dessa tendência em relação a esses assuntos


Quais os principais temas do existencialismo?

O assunto central do existencialismo é a existência humana, ou mais precisamente o modo como os seres humanos vivenciam a sua existência. É um tema extremamente amplo e abrangente, mas já anuncia a forte ligação do existencialismo com as questões da psicologia. Entre os temas de estudo da psicologia, alguns foram despertando maior interesse e sendo selecionados pelos diferentes pensadores existencialistas ao longo do tempo, de modo que seus estudos acabam sempre se aprofundando mais neles. Entre esses temas mais trabalhados pelos existencialistas temos, por exemplo:

  • a liberdade de decisão
  • a responsabilidade (assumida ou não) pelas nossas decisões e por aquilo que somos
  • a autendicidade ou inautenticidade nos nossos sentimentos e no nosso modo de ser e de viver
  • os sentimentos de vazio, de ausência e de angústia
  • a existência ou inexistência de Deus
  • a inevitabilidade da morte
  • a reflexão sobre o sentido da vida
  • o caráter único, passageiro e mutável de tudo
  • o peso das lembranças
  • o nosso apego ou desapego em relação às aparências
  • a sedução das vivências superficiais e nossa atitude em relação a elas

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Qual o posicionamento básico dos existencialistas?

O posicionamento básico e geral dos existencialistas em relação ao conjunto de todos esses temas é um pouco complexo, mas pode ser descrito aproximandamente assim:

  • tudo deve ser estudado a partir do modo como é vivenciado pelos seres humanos, e não como objetos de estudo "neutros", indiferentes em relação à vida
  • é preciso examinar tudo em primeiro lugar a partir daquilo que aparece, da superfície, daquilo que está presente e aparente de algum modo nas nossas vivências diárias; e não a partir de alguma "essência" mais profunda e verdadeira — o que não impede alguns existencialistas de, começando por esse ponto de partida, avançarem depois para especulações a respeito da essência mais profunda das coisas
  • as coisas aparentes e realmente vividas pelas pessoas — tenham ou não alguma essência imutável e eterna por detrás — devem ser estudadas em primeiro lugar do modo como são aqui e agora, isto é, do modo como estão sendo para alguém em um certo momento e em um certo lugar, a partir do ponto de vista desse alguém que as está vivenciando
  • queiram ou não queiram, as pessoas são livres a cada momento para vivenciarem as coisas de diferentes maneiras, apegando-se a diferentes sentimentos e atitudes em relação ao que vivem; e a liberdade é dura, porque implica responsabilidade pelos nossos próprios rumos na vida e pelo nosso modo de vivê-la e conduzi-la a cada nova situação
  • o que prende as pessoas a atitudes e sentimentos que dependem dos outros, das lembranças do passado, ou de deveres e obrigações que não foram decididos pelas próprias pessoas, é o medo de assumirem a liberdade e a responsabilidade por suas próprias vidas — pois é mais cômodo e fácil culpar o passado, os outros, o destino, Deus ou o que quer que seja fora de nós, do que assumir a liberdade de nossas decisões (e a responsabilidade pelas consequências dessas decisões, que no final das contas, sejam quais forem as consequências, não deixam de ser decisões livres)

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